Instituto Missionário dos Filhos e Filhas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e das Dores de Maria Santíssima

 

 

Informações: Dia: 04/02/2008 Hora: 22:19:35
Nome: Matheus
Assunto: Batina
e-mail: (excluímos) @yahoo.com.br
Telefone: (excluímos)
Cidade: Congonhas
Estado: Minas Gerais
Comentários: Padre Divino conheço o senhor pelo meu amigo Paulo, estou indo para o seminario e gostaria de saber se posso usar batina la, mesmo que este habito já não prevaleça mais,se por acaso eu poder usar é só la dentro.E como eu consigo ,o senhor tem um certo local para me indicar para que eu possa comprar ou mandar fazer.

 

                                                                           Anápolis, 09 de fevereiro de 2008

 

 

Ao vocacionado Matheus

Congonhas – Minas Gerais

 

Caríssimo Matheus, ame a cruz e carregue-a com paciência: “Se alguém ama a tribulação, ela se lhe tornará motivo de alegria e paz” (Abade Elias, Apoftegmas, Letra Eta, 6).

 

Prezado Matheus, essa atitude de usar a batina somente dentro do seminário é péssima, isso cheira DUPLICIDADE. Por que as mulheres podem andar seminuas, e os amigos de Deus iguais a VAQUEIROS? Precisamos brilhar com o exemplo em todos os lugares, principalmente quando saímos de casa. É muito fácil viver EMPACOTADO dentro do quarto, fazendo “sala” para o Anjo da Guarda.

Quanto à costura, qualquer boa costureira consegue fazer uma batina.

Leia esse trecho e depois deite em sua cama imaginando você dentro de um caixão. Santa Mariana de Jesus Paredes e Flores, o Lírio de Quito, assim fazia: “Cristão, para compreenderes melhor o que és — disse São João Crisóstomo — ‘aproxima-te de um sepulcro, contempla o pó, a cinza e os vermes, e chora’. Observa como aquele cadáver, de amarelo que é, se vai tornando negro. Não tarda a aparecer por todo o corpo uma espécie de penugem branca e repugnante. Sai dela uma matéria pútrida, nasce uma multidão de vermes, que se nutrem das próprias carnes. Às vezes, se associam a estes os ratos para devorar aquele corpo, saltando por cima dele, enquanto outros penetram na boca e nas entranhas. Caem a pedaços as faces, os lábios e o cabelo; descarna-se o peito, e em seguida os braços e as pernas. Quando as carnes estiverem todas consumidas, os vermes passam a se devorar uns aos outros, e de todo aquele corpo só resta afinal um esqueleto fétido que com o tempo se desfaz, desarticulando-se os ossos e separando-se a cabeça do tronco. Reduzido como a miúda palha que o vento leva para fora da eira no tempo do estio (Dn 2, 35). Isto é o homem: um pouco de pó que o vento dispersa.

Onde está agora aquele cavalheiro a quem chamavam alma e encanto da conversação? Entra em seu quarto; já não está ali. Visita o seu leito; foi dado a outro. Procura sua roupa, suas armas; outros já se apoderaram de tudo. Se quiseres vê-lo, acerca-te daquela cova onde jaz em podridão e com a ossada descarnada. Ó meu Deus! A que estado ficou reduzido esse corpo alimentado com tanto mimo, vestido com tanta gala, cercado de tantos amigos? Ó Santos benditos do céu, como haveis sido prudentes: pelo amor de Deus — fim único que amastes neste mundo — soubestes mortificar a vossa carne. Agora, os vossos ossos, como preciosas relíquias, são venerados e conservados em urnas de ouro. E vossas belas almas gozam de Deus, esperando o dia final para se unir a vossos corpos gloriosos, que serão companheiros e partícipes da dita sem fim, como o foram da cruz durante a vida. Este é o verdadeiro amor ao corpo mortal: fazê-lo suportar trabalhos, a fim de que seja feliz eternamente, e negar-lhe todo prazer que o possa lançar para sempre na desdita” (Santo Afonso Maria de Ligório, Preparação para a Morte, Consideração I, Ponto II).

Entre no seminário e persevere; não fique pulando de galho em galho: “O noviço que passa de mosteiro em mosteiro, se parece com um animal que, sob o jugo, é movido para cá e para lá” (Abade Isaías, Apoftegmas, Letra Eta, 3).

Eu te abençôo e te guardo no Coração da Virgem Maria.

 

Atenciosamente,

 

                                                                        Pe. Divino Antônio Lopes FP.

 

 

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