03 – Virgem do Calvário, exemplo de silêncio na dor

 

 

A Virgem dolorosa permaneceu silenciosa ao pé da cruz: “Perto da cruz de Jesus, permaneciam de pé sua mãe...” (Jo 19,25).

O coração bondoso e maternal de Nossa Senhora tremia de dor... ela contemplava o seu Filho todo ensanguentado e pregado no duro madeiro e não reclamava... suportava tudo em silêncio.

A Mãe aflita nos ensina a suportar as cruzes em silêncio e por amor a Deus. Conformando com a santa vontade de Nosso Senhor, sigamos o exemplo da Virgem Maria: “Sofrer de nada vale se não for por amor a Deus” (Santo Tomás de Aquino).

Elias andou durante um dia pelo deserto e pediu a morte: “Agora basta, Deus! Retira-me a vida...” (1 Rs 19,4).

Davi quando recebeu a notícia da morte de seu filho Absalão caiu em pranto dizendo: “Meu filho Absalão! Meu filho Absalão! Porque não morri eu em teu lugar! Absalão, meu filho! Meu filho!” (2 Sm 19,1).

Agar não suportou ver seu filho Ismael passar sede... colocou a criança debaixo de um arbusto e foi sentar-se defronte à distância de um tiro de arco. Dizia consigo mesma: “Não quero ver morrer a criança!” Sentou-se defronte e se pôs a gritar e chorar” (Gn 21,16).

O comportamento da Virgem das dores foi totalmente diferente do comportamento de Elias, Davi e Agar. Ela permaneceu serena e silenciosa diante do sofrimento... sofria e amava a santa vontade de Deus.

O católico deve aprender de nossa Mãe dolorosíssima essa belíssima lição: não se desesperar nem desanimar diante das provações da vida, mas aceitar tudo com fé e silêncio.

O silêncio da Mãe das dores ao pé da cruz deve nos ajudar principalmente nas dificuldades. Bebendo do seu silêncio suportamos tudo com amor e agradamos melhor a Deus.

 

Pe. Divino Antônio Lopes FP.

Anápolis-Go, 09 de dezembro de 1998