Jesus Cristo deu-nos tudo quanto nos podia dar

 

 

Mc 15,46: “… desceu-o, envolveu-o no lençol e o pôs num túmulo que fora talhado na rocha”.

 

O Salvador morre… a sua alma se separa do seu Sagrado Corpo… e Ele é descido da cruz e enrolado no lençol novo e limpo… não sujo nem usado.

Hoje é Sexta-feira Santa, o dia do Calvário, é para a alma do católico um dia de luto, de amor e de conversão.

É hoje um dia de luto, porque emudecem os sinos festivos e as campainhas; os órgãos e os instrumentos musicais ficam em silêncio; os cânticos e os hinos tomam uma tonalidade triste. A Igreja inteira respira luto, tristeza e dores.

Hoje, o Senhor morreu na cruz para nos salvar! A sua morte não “apagou” o fogo do Inferno nem tirou a liberdade do homem.

É hoje um dia de amor, porque as chagas de Jesus Cristo e as feridas de seu Sagrado Corpo, se converteram em outras tantas “bocas” que nos falam de seu amor aos homens… Jesus deu-nos tudo quanto nos podia dar, deu-se a si mesmo, por amor de nós, pecadores. É muito perigoso pagar esse “oceano” de amor com um “mar” de ingratidão! O Salvador não precisa do nosso amor, mas quer ser amado!

É hoje um dia de conversão, porque a morte de Jesus, entre horríveis tormentos e cruéis suplícios, constitui para nós a suprema advertência e ensino perfeito do que é o pecado… O drama do Calvário faz-nos compreender o grande, o único mal deste mundo. Diz-nos que é necessário reformar a nossa vida… corrigir os nossos erros… emendar as nossas faltas, se não quisermos renovar os sofrimentos de Jesus, por causa de nossas reincidências nas mesmas culpas.

Voltemos nossas vistas para a Cruz, para o madeiro infamante, que foi plantado no cimo do Calvário para se converter em árvore da vida e fonte perene de salvação (Pe. J. Cabral).

 

Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)

Anápolis, 03 de abril de 2026

(Sexta-feira Santa)