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“Simão Pedro respondeu-lhe:
‘Senhor, a quem iremos?’” (Jo 6,68).
“Senhor, a quem iremos?”
Iremos a Ti, nosso alimento espiritual!
Para recebê-lo é preciso estar com a alma limpa e pura como o cristal.
Quem recebe a Santíssima Eucaristia estando em pecado
mortal comete um terrível crime… caminha para a condenação eterna:
“Aquele que come e bebe sem discernir o Corpo,
come e bebe a própria condenação” (1 Cor 11,29).
Aquele que comunga indignamente comete um crime contra o
próprio Deus Santíssimo… força Jesus, Cordeiro Imaculado, a entrar em
sua alma, a qual, pelo pecado, se tornou horrível, desfigurada e até
mesmo “morta” e em “decomposição”.
“Senhor, a quem iremos?”
Iremos a Ti com a graça santificante na
alma… não em pecado mortal.
Quando o Imperador romano Maximiano (cerca do ano 300
depois de Cristo) queria torturar particularmente os católicos,
mandava amarrá-los a um cadáver, já em decomposição: os olhos
encostados aos olhos, a boca à boca, o peito ao peito do morto.
Assim deixava o católico ficar até morrer de repugnância e terror.
Coisa semelhante faz quem comunga com o pecado mortal na alma.
A alma em pecado mortal está “morta”, extremamente
horrível e detestável diante de Deus, como um cadáver em decomposição. E
em tal estado vai unir-se a Jesus, na Comunhão indigna! Jesus, o
Santo, deve entrar nesse ninho do pecado! Jesus, a suprema beleza, deve
entrar nessa morada horrível! Jesus, o Deus verdadeiro, vai entrar na
morada do demônio (Schwarz, Catecismo da
1.ª Comunhão, 3.ª edição, página 82).
“Senhor, a quem iremos?”
Iremos a Ti para consolá-lo… não para
ofendê-lo com o crime do sacrilégio!
Aquele que recebe indignamente a Santíssima Eucaristia
comete “suicídio” espiritual.
“Senhor, a quem iremos?”
Iremos a Ti para adorá-lo, porque Tu és
o Deus Vivo e Verdadeiro!
Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)
Anápolis, 26 de março de
2026
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