39 - Quem comunga indignamente comete um terrível crime

 

 

“Simão Pedro respondeu-lhe: ‘Senhor, a quem iremos?’” (Jo 6,68).

 

“Senhor, a quem iremos?” Iremos a Ti, nosso alimento espiritual! Para recebê-lo é preciso estar com a alma limpa e pura como o cristal.

Quem recebe a Santíssima Eucaristia estando em pecado mortal comete um terrível crime… caminha para a condenação eterna: “Aquele que come e bebe sem discernir o Corpo, come e bebe a própria condenação” (1 Cor 11,29).

Aquele que comunga indignamente comete um crime contra o próprio Deus Santíssimo… força Jesus, Cordeiro Imaculado, a entrar em sua alma, a qual, pelo pecado, se tornou horrível, desfigurada e até mesmo “morta” e em “decomposição”.

“Senhor, a quem iremos?” Iremos a Ti com a graça santificante na alma… não em pecado mortal.

Quando o Imperador romano Maximiano (cerca do ano 300 depois de Cristo) queria torturar particularmente os católicos, mandava amarrá-los a um cadáver, já em decomposição: os olhos encostados aos olhos, a boca à boca, o peito ao peito do morto. Assim deixava o católico ficar até morrer de repugnância e terror. Coisa semelhante faz quem comunga com o pecado mortal na alma.

A alma em pecado mortal está “morta”, extremamente horrível e detestável diante de Deus, como um cadáver em decomposição. E em tal estado vai unir-se a Jesus, na Comunhão indigna! Jesus, o Santo, deve entrar nesse ninho do pecado! Jesus, a suprema beleza, deve entrar nessa morada horrível! Jesus, o Deus verdadeiro, vai entrar na morada do demônio (Schwarz, Catecismo da 1.ª Comunhão, 3.ª edição, página 82).

“Senhor, a quem iremos?” Iremos a Ti para consolá-lo… não para ofendê-lo com o crime do sacrilégio!

Aquele que recebe indignamente a Santíssima Eucaristia comete “suicídio” espiritual.

“Senhor, a quem iremos?” Iremos a Ti para adorá-lo, porque Tu és o Deus Vivo e Verdadeiro!

 

Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)

Anápolis, 26 de março de 2026