Judas Iscariotes: traidor e covarde

 

 

“Eis que o meu traidor está chegando” (Mc 14,42).

 

Judas Iscariotes, traidor e covarde, não se afastou do Salvador por ser virtuoso, “coisa” que não foi; mas sim, por causa dos seus pecados: “Judas se afastou de Jesus Cristo por causa de seus pecados” (Orígenes de Alexandria).

Aquele que peca mortalmente se afasta da Luz Eterna, isto é, de Deus… e “mergulha” nas trevas… longe do Senhor. Quem não possui Deus não pode brilhar com o bom exemplo.

Alguns estudiosos dizem que o pecado de Judas foi o da cobiça… outros dizem que foi a avareza. O traidor foi chamado pelo Salvador, mas não entrou na sua amizade. Ele estava “mergulhado” no pecado e não buscou a Jesus Cristo. No pecado, ele só encontrou a si mesmo… não se arrependeu; mas sim, se desesperou: “Este pecado de desespero desagrada a Deus e prejudica os homens mais do que todos os outros males” (Santa Catarina de Sena, Do Diálogo sobre a Divina Providência).

Quando uma pessoa se revolta contra Deus, torna-se “indomável” e “petrificada”. Volta as costas para a “água cristalina” da santidade, para tomar a “água lamacenta” dos vícios.

Judas esteve várias vezes no Getsêmani para rezar; mas a oração não “umedeceu” o seu coração petrificado… não abriu o coração para a “água” da oração.

Quem reza com atenção, devoção e respeito agrada a Deus e faz progresso na vida espiritual; quem reza “maquinalmente” não agrada a Deus e permanece “estacionado” nos seus vícios.

Judas Iscariotes entrou no jardim onde estava o Senhor, Luz do mundo. Era noite… estava muito escuro… e a alma de Judas também estava escura, “mergulhada” no pecado. Deixou de ser luz para ser trevas!

Aqueles que traem a Jesus Cristo raramente ficam do lado d’Ele, isto é, vivendo na graça. A maioria se afasta do Senhor vivendo com o pecado mortal na alma.

 

Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)

Anápolis, 05 de março de 2026