81 – Nossa Senhora permaneceu no Calvário, não na “planície”

 

 

Jo 19,25: “… permaneciam de pé sua mãe…”

Somente o amor a Deus faz uma pessoa permanecer, de pé, diante dos sofrimentos.

Jesus estava na cruz e Maria Santíssima ao pé da cruz, perto do Filho… não se afastou… sofria com o Filho: “Todas essas penas de Jesus eram outras tantas chagas no Coração de Maria” (Pseudo-Jerônimo), e: “Aquele que então estivesse presente no Calvário veria dois altares onde se consumavam dois grandes sacrifícios: um era o Corpo de Jesus, outro era o Coração de Maria” (Arnaldo de Chartres).

Dizer ser devoto de Nossa Senhora e desejar uma vida fácil e cômoda é uma contradição! É preciso permanecer, de pé, diante das cruzes que surgem pelo caminho… sem desistir das batalhas diárias.

A Mãe das Dores, ao pé da cruz, é exemplo para todos os que sofrem! Ela permaneceu, de pé, ao pé da cruz… não na “planície” da vida fácil; mas sim, no Calvário, perto do Filho crucificado.

Nos momentos difíceis da vida, contemplemos a Virgem Dolorosa ao pé da cruz… de pé, não sentada e desesperada… não reclamando e amaldiçoando; mas sim, fazendo a vontade de Deus.

A fortaleza de Maria Santíssima ao pé da cruz… de pé… é um “fortificante” para o nosso coração diante dos ventos contrários.

 

Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)

Anápolis, 14 de fevereiro de 2026