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Jo 19,25:
“… permaneciam de pé sua mãe…”
Somente o amor a Deus faz uma pessoa permanecer, de pé,
diante dos sofrimentos.
Jesus estava na cruz e Maria Santíssima ao pé da cruz,
perto do Filho… não se afastou… sofria com o Filho:
“Todas essas penas de Jesus eram outras tantas
chagas no Coração de Maria”
(Pseudo-Jerônimo), e:
“Aquele que então estivesse presente no Calvário
veria dois altares onde se consumavam dois grandes sacrifícios: um era o
Corpo de Jesus, outro era o Coração de Maria”
(Arnaldo de Chartres).
Dizer ser devoto de Nossa Senhora e desejar uma vida
fácil e cômoda é uma contradição! É preciso permanecer, de pé, diante
das cruzes que surgem pelo caminho… sem desistir das batalhas diárias.
A Mãe das Dores, ao pé da cruz, é exemplo para todos os
que sofrem! Ela permaneceu, de pé, ao pé da cruz… não na “planície”
da vida fácil; mas sim, no Calvário, perto do Filho crucificado.
Nos momentos difíceis da vida, contemplemos a Virgem
Dolorosa ao pé da cruz… de pé, não sentada e desesperada… não reclamando
e amaldiçoando; mas sim, fazendo a vontade de Deus.
A fortaleza de Maria Santíssima ao pé da cruz… de pé… é
um “fortificante” para o nosso coração diante dos ventos
contrários.
Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)
Anápolis, 14 de fevereiro de 2026
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