86 – Nossa Senhora começou e concluiu bem

 

 

Jo 19,25: “… permaneciam de pé sua mãe…”

A perseverança da Mãe Desolada ao pé da cruz deve nos encher de firmeza, ânimo e vontade de vencer os obstáculos: “Admira a firmeza de Santa Maria: ao pé da Cruz, com a maior dor humana – não há dor como a sua dor –, cheia de fortaleza” (São Josemaría Escrivá, Caminho, 508).

Quando contemplamos a Virgem Maria ao pé da cruz, nenhum obstáculo torna-se insuperável… ela nos convida para a luta diária: “Muitos começam bem, mas poucos são os que perseveram” (São Jerônimo).

Nossa Senhora começou bem… viveu bem e concluiu bem a sua missão aqui na terra… ela perseverou até o fim… com fé, esperança, caridade e firmeza.

Ela disse sim a Deus e abraçou com amor todas as cruzes que surgiram no caminho. Sigamos com fé o seu exemplo: “Nos cristãos não se procura o princípio, mas o fim” (São Jerônimo).

Os fracos começam bem, fazem muito barulho, propósitos, “fogo de palha”, e dizem “poesias” e não perseveram… abandonam a missão diante dos obstáculos, provações e dificuldades: “De nada vale ter sido santo por longo tempo, se no fim da vida se morre pecador” (Pe. Alexandrino Monteiro, Raios de luz, 57).

A perseverança de Maria Santíssima é encantadora, principalmente ao pé da cruz! Ela permaneceu firme ao lado do Filho que morria… não recuou, não retrocedeu… não se desesperou. Aquele que abandona o caminho da santidade nas horas difíceis, não pode ser verdadeiro filho da Virgem das Dores; é um fraco e covarde.

O covarde não segue o exemplo de Maria Virgem; mas sim, imita o péssimo exemplo dos fracassados, frouxos e amigos da “poltronice”… vão pelo caminho da condenação eterna: “Retirar-se do bem começado, do caminho da fé e do seguimento de Cristo, quer dizer pôr em perigo a própria salvação” (Pe. Gabriel de Santa Maria Madalena, Intimidade Divina).

 

Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)

Anápolis, 28 de março de 2026