|
Jo 19,25:
“… permaneciam de pé sua mãe…”
A perseverança da Mãe Desolada ao pé da cruz deve nos
encher de firmeza, ânimo e vontade de vencer os obstáculos:
“Admira a firmeza de Santa Maria:
ao pé da Cruz, com a maior dor humana – não há dor como a sua dor –,
cheia de fortaleza” (São Josemaría Escrivá, Caminho,
508).
Quando contemplamos a Virgem Maria ao pé da cruz, nenhum
obstáculo torna-se insuperável… ela nos convida para a luta diária:
“Muitos começam bem, mas poucos são os que
perseveram”
(São Jerônimo).
Nossa Senhora começou bem… viveu bem e concluiu bem a sua
missão aqui na terra… ela perseverou até o fim… com fé, esperança,
caridade e firmeza.
Ela disse sim a Deus e abraçou com amor todas as cruzes
que surgiram no caminho. Sigamos com fé o seu exemplo:
“Nos cristãos não se procura o princípio, mas o
fim”
(São Jerônimo).
Os fracos começam bem, fazem muito barulho, propósitos,
“fogo de palha”, e dizem “poesias” e não perseveram…
abandonam a missão diante dos obstáculos, provações e dificuldades:
“De nada vale ter sido santo por longo tempo, se
no fim da vida se morre pecador”
(Pe. Alexandrino Monteiro, Raios de luz, 57).
A perseverança de Maria Santíssima é encantadora,
principalmente ao pé da cruz! Ela permaneceu firme ao lado do Filho que
morria… não recuou, não retrocedeu… não se desesperou. Aquele que
abandona o caminho da santidade nas horas difíceis, não pode ser
verdadeiro filho da Virgem das Dores; é um fraco e covarde.
O covarde não segue o exemplo de Maria Virgem; mas sim,
imita o péssimo exemplo dos fracassados, frouxos e amigos da
“poltronice”… vão pelo caminho da condenação eterna:
“Retirar-se do bem começado, do
caminho da fé e do seguimento de Cristo, quer dizer pôr em perigo a
própria salvação” (Pe. Gabriel de Santa Maria
Madalena, Intimidade Divina).
Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)
Anápolis, 28 de março de 2026
|