O Corpo do Senhor não foi envolvido num lençol sujo

 

 

“… desceu-o, enrolou-o no lençol e o pôs num túmulo que fora talhado na rocha” (Mc 15,46).

 

Não podemos envolver o Corpo do Senhor num “lençol” sujo; isto é, numa alma que está em pecado mortal.

Recebemos o “lençol” limpo… branco… no dia do batismo. Esse “lençol” é a graça santificante… e devemos conservá-la até na hora da nossa morte. Sem a graça santificante é impossível entrar no Céu.

Uma pessoa suja esse “lençol” cometendo o pecado mortal… esse “lençol” não pode envolver o Corpo do Senhor; isto é, a Santíssima Eucaristia.

É nosso dever cuidar com zelo desse “lençol!” Esse “lençol” pode crescer: “Quanto mais uma alma se purifica de si, melhor corresponde à ação de Deus. Na medida em que diminui o seu eu, aumenta a graça santificante” (Pe. Leo John Trese, A fé explicada, Capítulo IX). O grau da nossa graça santificante determinará o grau da nossa felicidade no Céu.

Quem não cuidar bem desse “lençol”; isto é, da graça santificante, não poderá “envolver” o Corpo do Senhor e também não se salvará.

O Pe. Leo John Trese escreve: “Estas são, pois, as três condições em relação à graça santificante: que a conservemos permanentemente até o fim; que a recuperemos imediatamente se a perdemos pelo pecado mortal; que procuremos crescer em graça, com ânsia de quem vê o céu como meta” (Idem.).

 

Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)

Anápolis, 13 de março de 2026