|
“… desceu-o, enrolou-o no
lençol e o pôs num túmulo que fora talhado na rocha”
(Mc 15,46).
José e Nicodemos, entre o amor e o receio, pediram a
Pilatos o Sagrado Corpo de Jesus e sepultaram-no, segundo o costume dos
judeus.
Mãos, braços, rosto, olhar… tudo enfim que revelava vida,
estava inerte; o Corpo era uma só chaga, da planta dos pés até a cabeça…
No sepultamento do Salvador há duas características, que
devem merecer nossa atenção: a sepultura é emprestada e é
virgem. É emprestada, porque o Senhor que não tivera um berço
e, sim, um estábulo, para ser recolhido ao nascer, podia prescindir de
um monumento funerário, tanto que deveria permanecer no sepulcro algumas
horas apenas. É virgem, ainda ninguém havia sido colocado na
mesma… virgem como era Maria Santíssima, sua Mãe Imaculada.
Os amigos de Jesus, antes de sepultarem o Sagrado Corpo,
derramaram sobre o mesmo bálsamo e perfume. Também nós devemos
depositar sobre o túmulo do Salvador o bálsamo das nossas lágrimas e o
perfume de nosso amor e de nossa contrição
(Pe. J. Cabral).
Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)
Anápolis, 27 de março de
2026
|