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PECADOS QUE
BRADAM AO CÉU
(Resumo)
Pe. Luiz Lima de Souza
Os pecados que clamam ao céu e pedem vingança
a Deus são quatro:
1.º Homicídio voluntário.
Em Gênesis 4, 10 diz:
“Que fizeste! Ouço o
sangue de teu irmão, do solo, clamar por mim!”
O Catecismo da Igreja Católica ensina:
“Existem atos que por si mesmos e em
si mesmos, independentemente das circunstâncias e intenções,
são sempre gravemente ilícitos, em virtude de seu objeto: a
blasfêmia e o perjúrio, o homicídio e o adultério. Não é
permitido praticar um mal para que dele resulte um bem”.
O mesmo Catecismo diz:
“A Escritura determina com precisão
a proibição do quinto mandamento: ‘Não matarás o inocente
nem o justo’ (Ex 23, 7). O assassinato voluntário de um
inocente é gravemente contrário à dignidade do ser humano, à
regra de ouro e à santidade do Criador”.
O Catecismo ainda
ensina:
“O quinto mandamento proscreve como
gravemente pecaminoso o homicídio direto e voluntário. O
assassino e os que cooperam voluntariamente com o
assassinato cometem um pecado que clama ao céu por vingança”.
O
infanticídio (assassinato de uma criança,
particularmente de um recém-nascido), o
fratricídio (assassinato de irmãos), o
parricida e matricida (filho que
mata pai ou mãe), e o assassinato do cônjuge são crimes
particularmente graves, devido aos laços naturais que
rompem. Preocupações de eugenismo (ciência
que estuda as condições favoráveis à manutenção e
preservação da qualidade da espécie humana) ou de
higiene pública, não podem justificar
nenhum assassinato, mesmo a mando dos poderes
públicos.
É importante lembrar que a vida humana deve
ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do
momento da concepção. Desde o primeiro momento de sua
existência, o ser humano deve ver reconhecido os seus
direitos de pessoa, entre os quais o direito inviolável de
todo ser inocente à vida. Desde o século I, a Igreja afirmou
a maldade moral de todo aborto provocado. Este ensinamento
não mudou. Continua invariável. O aborto direto, quer dizer,
querido como um fim ou como um meio, é gravemente contrário
à lei moral. A Igreja sanciona com uma pena canônica de
excomunhão este delito contra a vida humana (cfr.
Catecismo da Igreja Católica).
A Santa Igreja ensina também:
“Aqueles cuja vida está diminuída ou enfraquecida necessitam
de um respeito especial. As pessoas doentes ou deficientes
devem ser amparadas, para levar uma vida tão normal quanto
possível. Sejam quais forem os motivos e os meios, a
eutanásia direta consiste em pôr fim à vida de pessoas
deficientes, doentes ou moribundas. É moralmente
inadmissível”
(Catecismo da Igreja Católica).
É importante
lembrar que o homicídio voluntário clama ao céu:
“… ouço o
sangue de teu irmão, do solo, clamar por mim!”
(Gn 4,
10).
2.° Pecado sensual contra a natureza.
Em Gênesis 18, 20-21 diz:
“Disse então Deus: ‘O grito contra
Sodoma e Gomorra é muito grande! Seu pecado é muito grave!
Vou descer e ver se eles fizeram ou não tudo o que indica o
grito que, contra eles, subiu até mim; então ficarei
sabendo”.
No mesmo livro 19,
13 diz:
“Porque vamos destruir este lugar, pois é
grande o grito que se ergueu contra eles diante de Deus, e
Deus nos enviou para exterminá-los”.
Alguns pecados
contra a natureza:
1. Onanismo
(Gn 38, 4-10).
O onanismo é a
interrupção do ato sexual. É a união sexual voluntariamente
interrompida para vir a acabar em polução.
2.
Homossexualidade:
“A homossexualidade
designa as relações entre homens e mulheres que sentem
atração sexual, exclusiva ou predominante, por pessoas do
mesmo sexo”
(Catecismo da Igreja Católica).
Em Rm 1, 27 diz:
“Igualmente os homens, deixando a relação natural com a
mulher, arderam em desejo uns para com os outros, praticando
torpezas homens com homens e recebendo em si mesmos a paga
da sua aberração”,
e:
“Não deitarás com um homem como se deita com uma mulher. É
uma abominação”
(Lv 18, 22), e
também:
“O homem que se deita com outro homem como se
fosse uma mulher, ambos cometeram uma abominação, deverão
morrer, e o seu sangue cairá sobre eles”
(Lv 20, 13).
3.
Bestialidade:
“Não te deitarás com
animal algum; tornar-te-ias impuro. A mulher não se
entregará a um animal para se ajuntar com ele. Isto é uma
impureza”
(Lv 18, 23), e:
“O homem que se deitar com um animal deverá
morrer, e matareis o animal. A mulher que se aproximar de um
animal qualquer, para se unir a ele, será morta, assim como
o animal. Deverão morrer, e o seu sangue cairá sobre eles”
(Lv 20, 15-16).
4.
Masturbação. Por masturbação se deve entender a
excitação voluntária dos órgãos genitais, a fim de conseguir
um prazer venéreo.
5. Incesto:
“O
incesto designa relações íntimas entre parentes ou pessoas
afins, em grau que proíba entre eles o casamento”
(Catecismo da Igreja Católica).
Em Levítico 18,
7-17 diz:
“Não descobrirás a nudez do teu pai, nem a
nudez da tua mãe. É tua mãe, e tu não descobrirás a sua
nudez. Não descobrirás a nudez da mulher do teu pai, pois é
a própria nudez de teu pai. Não descobrirás a nudez da tua
irmã, quer seja filha de teu pai ou filha de tua mãe. Quer
seja ela nascida em casa ou fora dela, não descobrirás sua
nudez. Não descobrirás a nudez da filha do teu filho; nem a
nudez da filha da tua filha. Pois a nudez delas é a tua
própria nudez. Não descobrirás a nudez da filha da mulher de
teu pai, nascida de teu pai. É tua irmã, e não deves
descobrir a nudez dela. Não descobrirás a nudez da irmã de
teu pai, pois que é a carne de teu pai. Não descobrirás a
nudez da irmã de tua mãe, pois é a própria carne de tua
mãe. Não descobrirás a nudez do irmão de teu pai; não te
aproximarás, pois, de sua esposa, visto que é a mulher de
teu tio. Não descobrirás a nudez de tua nora. É a mulher de
teu filho e não descobrirás a nudez dela. Não descobrirás a
nudez da mulher de teu irmão, pois é a própria nudez de teu
irmão. Não descobrirás a nudez de uma mulher e a da sua
filha; não tomarás a filha de seu filho, nem a filha de sua
filha, para lhes descobrir a nudez. Elas são a tua própria
carne: isto seria um incesto”.
Em 1 Cor 5, 1. 3-5
diz:
“É geral ouvir-se falar de mau comportamento
entre vós… um dentre vós vive com a mulher de seu pai… É
preciso que, em nome do Senhor Jesus… entreguemos tal homem
a Satanás para a perda de sua carne”.
6. Adultério:
“O
adultério. Esta palavra designa a infidelidade conjugal.
Quando dois parceiros, dos quais ao menos um é casado,
estabelecem entre si uma relação sexual, mesmo efêmera
(pouco duradoura),
cometem adultério”
(Catecismo da Igreja Católica).
7. Estupro:
“O
estupro designa a penetração à força, com violência, na
intimidade sexual de uma pessoa”
(Catecismo da Igreja Católica).
3.° Oprimir os pobres, órfãos e viúvas.
Em Êxodo 3, 7-10
diz:
“Deus disse: ‘Eu vi, eu vi a miséria do meu
povo que está no Egito. Ouvi o seu clamor por causa dos seus
opressores; pois eu conheço as suas angústias. Por isso
desci a fim de libertá-lo da mão dos egípcios, e para
fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e vasta, terra
que mana leite e mel, o lugar dos cananeus, dos heteus, dos
amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuzeus. Agora, o
clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e também vejo a
opressão com que os egípcios os estão oprimindo. Vai, pois,
e eu te enviarei ao faraó, para fazer sair do Egito o meu
povo, os filhos de Israel”,
e:
“Não afligirás o estrangeiro nem o oprimido, pois vós mesmos
fostes estrangeiros no país do Egito. Não afligireis a
nenhuma viúva ou órfão. Se o afligires e ele clamar a mim
escutarei o seu clamor”
(Ex 22, 20-22).
4.º Negar o salário aos que trabalham.
Em Deuteronômio
24, 14-15 diz:
“Não oprimirás um assalariado pobre,
necessitado, seja ele um dos teus irmãos ou um estrangeiro
que mora em tua terra, em tua cidade. Pagar-lhe-ás o salário
a cada dia, antes que o sol se ponha, porque ele é pobre e
disso depende a sua vida. Deste modo, ele não clamará a Deus
contra ti, e em ti não haverá pecado”,
e:
“Ai daquele que constrói a sua casa sem justiça e seus
aposentos sem direito, que faz o seu próximo trabalhar de
graça e não lhe dá o seu salário”
(Jr 22, 13).
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