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Jo 19,25:
“… permaneciam de pé sua mãe…”
Somente um coração apaixonado por Deus suporta, de pé, as
cruzes de cada dia: “Maria assistiu Jesus
agonizando na cruz”
(Santo Afonso Maria de Ligório). Não buscou
alívio nas criaturas; mas sim, fixou os olhos no Senhor:
“Ó Mãe verdadeira, ó Mãe amante, que nem o
horror da morte pode separar do Filho amando!”
(Vulgato Boaventura).
Aquele que ama a Jesus Cristo de todo o coração permanece
sempre unido a Ele… principalmente no sofrimento. Seguir o Senhor
somente nas horas fáceis é um falso amor!
O Salvador agonizava na cruz… mergulhado num “oceano”
de dores; e ao pé da cruz agonizava também a Mãe Dolorosa, num “mar”
de sofrimentos… vendo o Filho sofrer sem alívio:
“Junto á cruz a Mãe agoniza também, toda
compadecida das penas do Filho”
(Santo Afonso Maria de Ligório).
A Virgem Santíssima não voltou as costas para a cruz; mas
sim, permaneceu, de pé, com os olhos fixos em seu Filho que morria nela.
Ela contemplava a cruz e adorava o Filho Jesus! Quem ama suporta a cruz
por amor a Jesus Cristo, Servo Sofredor!
Nossa Senhora contemplava Jesus Cristo:
“Com os olhos encovados… quase
fechados e extintos… os lábios pendentes e a boca aberta… as faces
alongadas, afilado o nariz, triste o semblante… seus cabelos negros de
sangue” (Revelação de Maria a Santa Brígida).
Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)
Anápolis, 07 de fevereiro de 2026
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