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Jo 19,25:
“… permaneciam de pé sua mãe…”
A Virgem Dolorosa ao pé da cruz é exemplo de
perseverança! Ela nos convida a permanecermos firmes diante dos ventos
contrários das perseguições, críticas, calúnias e zombarias. Ela,
através do seu exemplo, nos ensina que a perseverança não é fogo de
palha, entusiasmo infantil, fervor passageiro:
“Que a tua perseverança não seja
consequência cega do primeiro impulso, fruto da inércia; que seja uma
perseverança refletida” (São Josemaría Escrivá,
Caminho, 983).
A perseverança da Mãe das Dores não foi um vento
passageiro; mas sim, foi verdadeira. Ela disse sim ao Senhor e
perseverou até o fim… não recuou, não retrocedeu, não abandonou a sua
missão nas horas difíceis, como fazem milhões de pessoas.
A Virgem Lacrimosa perseverou fazendo a vontade de Deus!
Ela não fazia a própria vontade… disse sim a Deus e se entregou de corpo
e alma ao seu serviço, sem escolher o tamanho e peso das cruzes de cada
dia: “Depois de tanto dizer: ‘Cruz, Senhor,
Cruz!’, está-se vendo que querias uma cruz ao teu gosto”
(São Josemaría Escrivá, Caminho, 989).
A Virgem Maria, campo de tribulações, suportou com fé,
paciência e amor as cruzes de cada dia… não buscou a “planície”
da vida fácil e cômoda… subiu ao Calvário e permaneceu de pé… ao pé da
cruz… perto do seu Amado Filho.
Contemplemos a Mãe das Dores, de pé, no Calvário, e
perseveremos até o fim… fazendo sempre a vontade de Deus… sem recuarmos
nos momentos difíceis.
Aquele que retrocede jamais chegará ao lugar desejado!
Quem não persevera no caminho da luz e da santidade não se salvará… o
Céu é a Pátria dos perseverantes… daqueles que lutam, com garra, até o
fim.
Maria Santíssima, ao pé da cruz, é modelo perfeito de
perseverança… imitemos o seu exemplo!
Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)
Anápolis, 14 de março de 2026
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