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Jo 19,25:
“… permaneciam de pé sua mãe…”
A Mãe das Dores não desistiu da sua missão por causa dos
obstáculos, provações e dificuldades; mas sim, perseverou até o fim.
Quem ama não desiste da luta diária; mas sim, fixa os olhos no Deus que
tudo pode e que não abandona um coração forte, valente e desejoso da
vitória: “Qual é o segredo da perseverança? O
Amor. – Enamora-te, e não o deixarás”
(São Josemaría Escrivá, caminho, 999).
Aquele que não ama a Deus vive cambaleando e desiste
diante dos ventos contrários… cai por terra… não possui raízes
profundas. Quem ama caminha com perseverança e firmeza… é tentado e não
se entrega ao desânimo… é perseguido e não se curva diante das ameaças:
“Inabalável. Assim tens de ser”
(Idem., 995).
A Virgem Dolorosa permaneceu no Calvário, de pé, perto da
cruz… o vento contrário não a intimidou.
Nossa Senhora sofreu e perseverou… nunca cometera pecado
e sofreu… não perseverou por uma semana, mês e ano; mas sim, até o fim…
o seu amor venceu todas as barreiras: “Deus
não poupou a Virgem Maria, mesmo sendo a mãe de Jesus Cristo”
(Santo Afonso Maria de Ligório, Meditações).
É encantador o silêncio de Maria Santíssima diante das
provações! Perseverou sem se agitar… no silêncio:
“Maria, Mestra do sacrifício escondido e
silencioso! – Vede-a, quase sempre oculta, colaborando com o Filho: sabe
e cala”
(Idem., 509).
Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)
Anápolis, 21 de março de 2026
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