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“… desceu-o, enrolou-o no
lençol e o pôs num túmulo que fora talhado na rocha”
(Mc 15,46).
Feliz da pessoa que possui uma alma virtuosa, que não se
curva diante das provações e dos ventos contrários… essa alma é um
“túmulo” talhado na rocha… é firme e não deixa a graça ser
“atingida” pelo pecado… Cristo permanece “intocável”:
“Imitemos a José de Arimatéia, recebendo o Corpo
de Cristo pela unidade e coloquemo-lo no sepulcro talhado na pedra, isto
é, na alma que se recorda e não se esquece de Deus: pois aquela alma é
talhada da pedra, isto é, de Cristo, que é a pedra, porque contém
firmeza”
(Teofilacto da Bulgária).
O nosso coração deve ser firme como a rocha… não rocha de
rebeldia; mas sim, rocha que “guarda” com zelo, fidelidade e amor
o Santíssimo Corpo do Salvador. Nada pode atingir o Senhor que permanece
neste “túmulo” talhado na rocha… a proteção, isto é, fuga do
pecado, deve ser total.
Aquele que põe o Corpo do Salvador num túmulo cavado na
areia o perderá, porque será “atingido” pelo pecado. O coração
que não foge das ocasiões de pecar, não possui segurança e está sempre
“aberto” para os vícios.
O nosso coração deve ser rocha! Talhemos um “túmulo”
nele e o Senhor estará sempre protegido.
Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)
Anápolis, 06 de março de
2026
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